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29/03/2025
“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração“ – II Pedro 1.19
A Bíblia Sagrada é o único instrumento moral e espiritual estabelecido por Deus para aferir a nossa conduta diante do Criador, da sociedade, da pátria e da família.
2 Timóteo 3.10-17
10 Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência,
11 perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou.
12 E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.
13 Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados.
14 Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.
15 E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
16 Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça,
17 para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.
A paz do Senhor!
Todos os versículos citados são da Almeida Revista e Corrigida. Quando de outra versão, a mesma será mencionada.
Na conclusão do estudo de Apologética Cristã, vamos refletir sobre a necessidade da perseverança na fé em Cristo. Somente se pode combater a mentira com a verdade e a verdade é a Palavra de Deus. João 17.17: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” – Salmos 119.160: “A tua palavra é a verdade desde o princípio”.
Depois de ter sido solto de sua primeira prisão em Roma – posteriormente, leia Atos 28 – Paulo foi preso mais uma vez. Em 19 de julho de 64 d.C., Roma foi incendiada (a história registrou que foi por ordem do próprio imperador Nero), e a culpa foi posta nos cristãos. Pregar o Evangelho tornou-se algo ilegal, evangelizar tornou-se crime punido com a pena de morte. Paulo foi preso em Trôade, pela segunda vez. Certamente de maneira inesperada, o que explica o porquê não levou sua capa e seus livros (pergaminhos ou rolos do Antigo Testamento) – II Timóteo 4.13.
A sua segunda prisão foi muito diferente da primeira. Antes, ele era uma espécie de prisioneiro político, aguardando julgamento. Na segunda prisão, ele era considerado criminoso aguardando a sentença de morte. Antes, ele estava prisão domiciliar, numa casa alugada. Agora, ele foi posto num cárcere frio, úmido e escuro. Antes, era visitado por muitas pessoas. Agora, ele estava abandonado por todos.
Nesta carta de II Timóteo ele está muito emotivo. Menciona 23 pessoas pelo nome, entre irmãos e irmãs, amigos leais e desleais também. A carta tem quatro capítulos: no capítulo 1, Paulo é o pregador – 2 Timóteo 1.11: “Para o que fui constituído pregador…”; no capítulo 2, Paulo é padrão – 2 Timóteo 2.2: “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”; no capítulo 3, Paulo é profeta – 2 Timóteo 3.1: “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”; no capítulo 4, Paulo é homem – 2 Timóteo 4.6: “O tempo da minha partida está próximo”. E escreve: “Terminei a minha carreira…”.
Quanto aos falsos mestres, destacado no subtópico, Paulo não apenas adverte contra esses joios que estão no meio do trigo, como também os descreve para que sejam reconhecidos e a igreja saiba como lidar com eles. Os falsos mestres, ensina Paulo, argumentam com fábulas, são dados a vãs contendas (falatórios inúteis e argumentações vazias), são ignorantes apesar de aparentarem serem ensinadores dogmáticos, agem contra a própria consciência, impõe costumes que a Bíblia não condena, são orgulhosos, são invejosos, insultam e fomentam suspeitas injustas contra os líderes, usam os crentes como fonte de lucro para si, opõem-se à fé usando falsidades e seus ensinos são – digamos assim – energizados por demônios.
2 Timóteo 3.10 e 11: “Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou”.
“Tu, porém, tens seguido a minha doutrina” – Paulo está se dirigindo a Timóteo diretamente, contrastando-o com outros que se afastaram da verdade. Timóteo tem sido um companheiro próximo e discípulo de Paulo, testemunhando em primeira mão os ensinamentos do apóstolo. Paulo cita nove coisas que ele vivenciou completamente. Vou comentar apenas duas: intenção e paciência.
Intenção – do substantivo grego prothesei, trata-se de propósito, de um plano deliberado. No contexto do templo judaico, era usado para descrever o “pão da proposição” (pão da Presença) que era colocado diante de Deus como uma oferta contínua. Este pão simbolizava a provisão e a presença de Deus entre Seu povo.
O propósito de Paulo, ou seja, a intenção dele posta diante de Deus, estava singularmente focado na missão dada a ele por Cristo: pregar o evangelho aos gentios – Atos 9.15: “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel”. Sua vida foi dedicada a cumprir esse chamado divino, que ele perseguiu com compromisso inabalável, apesar de inúmeras dificuldades. Este propósito é um reflexo da Grande Comissão de Mateus 28.19 e 20 e serve como um exemplo de viver com perspectiva eterna e dedicação à vontade de Deus. Salmo 73.25: “A quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje (intenção, propósito – anotação nossa) além de ti”.
Paciência – substantivo grego hypomone, permanecer com resistência, suportar com firmeza. Estes são os significados da origem da palavra, melhor traduzida na Almeida Revista e Atualizada, como ´perseverança´. No Novo Testamento, é usado para descrever uma qualidade de firmeza e resistência, particularmente diante de provações e dificuldades. Ele transmite a ideia de permanecer fiel e paciente sob pressão, mantendo a fé e a esperança apesar dos desafios. Ocorre por 32 vezes no Novo Testamento. A perseverança de Paulo é um testemunho do poder sustentador da graça de Deus e serve como um encorajamento aos crentes para permanecerem fiéis apesar dos desafios. Essa perseverança está ligada à esperança da vida eterna e à vitória final em Cristo – leia Romanos 5.3 a 5.
Todas estas experiências listadas por Paulo foram vistas por Timóteo, porém, o apóstolo o elogiou, haja vista que, apesar de testemunhar tantas perseguições, ele perseverou em seguir ao Senhor e permaneceu como companheiro fiel de Paulo.
II Timóteo 3.12: “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”.
Piamente, ou piedosamente, entende-se do crente que se esforça por viver uma vida de temor a Deus, com ações e comportamentos que levam em conta o temor de Deus.
“Todos os que piamente querem viver…” – Esta frase destaca a natureza universal da mensagem. “Todos” indica que nenhum crente está isento desta verdade. O desejo de viver uma “vida piedosa” reflete um compromisso com a santidade e a retidão, alinhando a vida com os ensinamentos e o exemplo de Jesus Cristo. Esta busca pela santidade é um tema central em todo o Novo Testamento, como visto em passagens como I Pedro 1.15 e 16, que chama os crentes a serem santos como Deus é santo.
“Querem viver em Cristo” – A frase “em Cristo Jesus” significa a união do crente com Cristo, um conceito fundamental no Novo Testamento. Essa união não é meramente espiritual, mas abrange a identidade, o propósito e o destino do crente. Estar “em Cristo” significa que a vida de alguém está escondida com Cristo em Deus – Colossenses 3.3 – e é por meio desse relacionamento que os crentes recebem a força e a graça para buscar a piedade, a santidade e retidão.
“Padecerão perseguição” – ou seja, serão perseguidos. A certeza da perseguição é um tema recorrente no Novo Testamento. O próprio Jesus alertou Seus seguidores sobre essa realidade em João 15.20: “Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós”. A igreja primitiva experimentou isso em primeira mão, conforme registrado nos Atos dos Apóstolos. A perseguição serve como um processo de refinamento, testando a fé dos crentes e fortalecendo sua confiança em Deus. Historicamente, a perseguição assumiu muitas formas, do desprezo social ao dano físico, e continua a ser uma realidade para os cristãos ao redor do mundo hoje.
II Timóteo 3.13: “Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados”.
II Timóteo 3.2 a 13 lista 30 características dos mundanos nestes últimos dias.
“Mas os homens maus e enganadores” – Esta frase destaca a presença de indivíduos que se opõem ativamente à verdade e buscam levar outros ao erro. O termo “enganadores” sugere aqueles que fingem ser algo que não são, ecoando as advertências de Jesus sobre falsos profetas em Mateus 7.15: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas”. Historicamente, a igreja primitiva enfrentou desafios de ensinamentos gnósticos e outras heresias que distorciam a mensagem do evangelho.
“Irão de mal para pior” – Essa progressão para baixo, negativa, indica um declínio moral e espiritual contínuo. A ideia de piorar o mal é consistente com o tema bíblico de aumento da maldade à medida que o fim dos tempos se aproxima, como visto em Mateus 24.12: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará”. Esta frase ressalta a importância da vigilância e perseverança na fé, pois os crentes são chamados a permanecer firmes contra tal corrupção. O crente não precisa e não pode estar incluído no ´muitos´ esfriarão no amor. A piora da condição desses indivíduos reflete as consequências de rejeitar a verdade e abraçar o engano.
“Enganando e sendo enganados” – Este aspecto duplo do engano destaca tanto o papel ativo que esses indivíduos desempenham em enganar os outros quanto o papel passivo de estarem sujeitos à falsidade. Ele se alinha com o princípio bíblico de que aqueles que rejeitam a verdade são entregues à ilusão, conforme descrito em Romanos 1.28: “E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém”. E ainda 2 Tessalonicenses 2.11: “E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira”. A natureza do engano que volta de tempos em tempos a assolar o mundo, serve como um aviso aos crentes sobre os perigos de se desviar da sã doutrina e a importância do discernimento. Esta frase também reflete a batalha espiritual entre a verdade e a falsidade, um tema recorrente em toda a Escritura.
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Equipe EBD Comentada
Postado por ebd-comentada
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